Carniato - Arquitetura / Decoração de Interiores

Compatibilização de Projetos Complementares
Reduz custo da obra em até 10%

A compatibilização de projetos de engenharia e arquitetura é tendência em crescimento na construção civil. A construção de qualquer edificação exige uma série de projetos – topográfico, estrutural, hidrossanitário, elétrico, de refrigeração, arquitetônico, entre outros. Na maior parte dos casos, esses projetos são feitos separadamente, o que aumenta as chances de conflito se o problema for identificado apenas durante a obra. Isso exige alterações de última hora ou até a quebra de estruturas já construídas para adaptação.

A compatibilização é feita pela sobreposição dos desenhos dos diversos projetos necessários para uma obra. O processo de compatibilização é multidisciplinar e envolve, além do projeto arquitetônico, os diversos projetos de engenharia. É, portanto, uma atividade que tem como resultado a integração das interfaces entre os projetos do edifício, com o objetivo de resolver com sucesso os problemas históricos da fragmentação dos projetos no setor de edificações e reduzir – ou até eliminar – alguns dos seus principais problemas: as interferências físicas e perdas de funcionalidade, que geram retrabalho no canteiro de obras, decorrentes da incompatibilidade de projetos. A intenção do trabalho é detectar e corrigir falhas relacionadas às interferências e inconsistências físicas entre os vários elementos da obra, visando o perfeito ajuste entre os projetos com o objetivo de minimizar os conflitos existentes, simplificando a execução, otimizando e racionalizando os materiais e o tempo de construção.

Compatibilizar projetos requer investimentos que podem representar de 1% a 1,5% do custo da obra, mas gera diminuição de despesas que varia de 5% a 10% desse mesmo custo. Além de reduzir o tempo gasto no canteiro de obras, os ganhos são garantidos pela redução do desperdício de material e conquista de tempo durante as obras

Quais as vantagens da compatibilização de projetos?

As principais são:

- Permite antever os problemas e retrabalhos que aconteceriam no canteiro de obras, frutos da falta de compatibilidade entre os projetos.

- Possibilita rever soluções, ainda na fase de projeto, que façam com que os problemas relatados acima não aconteçam e, com isso, o custo previsto da obra se mantenha.

- Após a compatibilização, todos os projetos são detalhados, inclusive o arquitetônico, permitindo que o orçamento da obra seja feito com uma ordem de grandeza bem próxima ao real, e não de forma estimativa.

- Garante que o projeto arquitetônico seja executado de acordo com o que o arquiteto idealizou, sem alterações da sua concepção durante a obra por conta da falta de compatibilidade.

- Permite a interferência do incorporador em todas as decisões técnicas de cada projeto, que influenciarão diretamente o custo da obra e, consequentemente, suas margens de lucro.

- Melhora o controle dos prazos de uma obra.

A compatibilização é uma prática que começa a ganhar espaço no Brasil. Por enquanto, é usada principalmente em edifícios residenciais e comerciais.

O profissional responsável pela compatibilização de projetos precisa ter sólidos conhecimentos na área de projetos e ter capacidade de organização para gerir o trabalho de diferentes profissionais ou equipes. Ele será o responsável por coordenar a atuação dos projetistas e coordenar todas as alterações necessárias para garantir que a sobreposição de todos os projetos ocorra da forma ideal.

O profissional compatibilizador deve ter o olhar treinado e conhecimento das soluções técnicas que envolvam um projeto executivo. Além disso, é necessário estar cercado de ferramentas de gestão eficientes que garantam a administração dos recursos humanos e prazos envolvidos conforme o planejamento. Por isso, o comum é que o trabalho seja executado por arquitetos ou engenheiros.

O processo de compatibilização deve seguir as orientações do Gestor de Projetos, que tem a função de administrar o cronograma, prazos, custos, equipes de trabalho e demais itens previstos no escopo. O gestor também atua em conjunto com a incorporadora, que tem o estudo de viabilidade financeira da obra, cuja informação deve estar alinhada ao desenvolvimento do projeto.

Com a compatibilização e ajustes entre os diversos desenhos, chega-se ao projeto executivo final. Com ele, elabora-se o orçamento da obra com uma ordem de grandeza mais próxima do real e pode iniciar o processo construtivo.